A Reforma Tributária já deixou de ser apenas um tema de debate e começou a impactar a rotina das empresas. Com a publicação do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 22 de dezembro de 2025, foram definidas as obrigações acessórias para o IBS e a CBS no ano de 2026, trazendo novas exigências — mesmo que, por enquanto, sem efeito de cobrança do imposto.
Se você é empresário, gestor financeiro ou atua na área contábil, este é o momento certo para entender o que muda e como se preparar com segurança.
O que o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1 estabelece na prática
A norma define quais documentos fiscais eletrônicos deverão ser utilizados para informar operações sujeitas ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) ao longo de 2026.
Em outras palavras:
2026 será um ano de testes e adaptação, em que as empresas precisarão informar corretamente, ainda que sem recolhimento efetivo dos novos tributos.
Documentos fiscais eletrônicos que passam a ser exigidos
Os regulamentos do IBS e da CBS passam a recepcionar, entre outros, os seguintes documentos já conhecidos pelas empresas:
- Nota Fiscal Eletrônica (NF-e – modelo 55)
- Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e – modelo 65)
- Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)
- Conhecimentos de Transporte (CT-e e CT-e OS)
- Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)
- Nota Fiscal de Energia Elétrica (NF3e)
- Nota Fiscal de Comunicação (NFCom)
Além disso, novos documentos fiscais eletrônicos serão instituídos, como:
- Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica (NFAg)
- Declaração de Regimes Específicos (DeRE)
- Nota Fiscal Eletrônica de Alienação de Bens Imóveis (NF-e ABI)
- Nota Fiscal Eletrônica do Gás (NFGas)
👉 Na prática, isso exige ajustes em sistemas, cadastros, integrações e processos internos.
2026 não terá cobrança de IBS e CBS — mas isso não significa “ignorar”
Um ponto importante do Ato Conjunto é a previsão de um período sem penalidades:
- Não haverá multa pela ausência de preenchimento dos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais, dentro do prazo de adaptação.
- A apuração do IBS e da CBS em 2026 será meramente informativa, sem efeitos tributários, desde que as obrigações acessórias sejam cumpridas.
Ou seja:
✔️ Não haverá imposto a pagar
❌ Mas haverá obrigação de informar corretamente
Quem não se adaptar agora pode enfrentar riscos operacionais e fiscais quando o sistema passar a valer plenamente.
Impactos diretos para empresários, equipes e contadores
Para empresários
Este é o momento ideal para:
- Revisar sistemas emissores de notas
- Avaliar se o ERP está preparado para os novos campos
- Evitar retrabalho e correções futuras
Antecipar ajustes traz segurança e previsibilidade.
Para colaboradores e equipes fiscais
A mudança exige:
- Padronização de processos
- Treinamento interno
- Atenção redobrada no preenchimento dos documentos
Organização agora significa menos pressão depois.
Para contadores
2026 será um ano estratégico para:
- Testar apurações
- Validar fluxos de informação
- Orientar clientes de forma preventiva
Quem dominar esse período de transição sai na frente.
O que fazer agora para não ser pego de surpresa
Algumas ações práticas que recomendamos desde já:
- Verificar se seus sistemas fiscais estão atualizados
- Conferir quais documentos sua empresa emite hoje
- Mapear impactos por tipo de operação (serviços, mercadorias, transporte, energia, etc.)
- Alinhar processos internos com o time contábil
A adaptação antecipada reduz riscos e garante tranquilidade quando o IBS e a CBS passarem a ter efeitos reais.
A Reforma Tributária não começa “de verdade” apenas quando o imposto é cobrado. Ela começa na organização, nos dados e na forma como sua empresa se estrutura hoje.
Se você quer atravessar esse período com clareza, segurança e sem improvisos, contar com uma contabilidade estratégica faz toda a diferença. A GODOIS está preparada para ajudar sua empresa a transformar mudança em estrutura e decisão segura.